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Inovação

Polos de Inovação ampliam atuação da Rede Federal no desenvolvimento de ciência e tecnologia para o setor produtivo

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Publicado: Segunda, 11 de Novembro de 2019, 13h02 | Última atualização em Sexta, 22 de Novembro de 2019, 17h56 | Acessos: 397

Unidade do IF Goiano é situada em Rio Verde e realiza pesquisa aplicada à solução de problemas enfrentados pelas empresas do setor agroindustrial e por produtores rurais.

A indústria brasileira enfrenta diversos desafios cada vez mais complexos que vão além da eficiência e da competitividade, como a questão da sustentabilidade e uso racional dos recursos naturais aliados à inovação e a competentes processos de gestão. Nesse contexto, a aproximação da academia com o setor industrial pode gerar resultados positivos no desenvolvimento de ciência e tecnologia visando ao aumento da produtividade e à solução de problemas por meio de propostas inovadoras.

A união destas duas esferas, indústria e academia, tem sido uma realidade no âmbito da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, por meio dos Polos de Inovação (PI) dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs), fruto de parceria entre a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Desde 2015, os Polos vêm, em conjunto com os setores produtivos de suas regiões, promovendo a melhoria de processos e produtos, o desenvolvimento de tecnologia, potencializando a geração de trabalho e renda, bem como aumentando a capacidade das empresas de competir, por intermédio da pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

De lá pra cá, já são nove unidades: Polo de Inovação Campos dos Goytacazes (IFF), Polo de Inovação Salvador (IFBA), Polo de Inovação Fortaleza (IFCE), Polo de Inovação Vitória (Ifes), Polo de Inovação IFMG, Polo de Inovação IF Goiano, Polo de Inovação IFPB, Polo de Inovação IFSC, Polo de Inovação IFSULDEMINAS. Cada um com uma área de atuação: tecnologias para produção mais limpa, equipamentos médicos, sistemas embarcados e mobilidade digital, metalurgia e materiais, mobilidade e sistemas inteligentes, tecnologias agroindustriais, sistemas para automação da manufatura, sistemas inteligentes de energia, agroindústria do café.

Em uma escala nacional, os PI estimulam o desenvolvimento da ciência e tecnologia dentro da academia por meio de seus pesquisadores e estudantes, com reflexos externos ao transformar esse conhecimento em produtos, processos e serviços inovadores para empresas atuantes no setor produtivo. Soma-se a isso, o fato de os IFs estarem localizados de forma abrangente pelo território nacional, bem como sua capacidade técnica, fazendo deles um parceiro estratégico não só para as indústrias, como também para a formação de profissionais com a cultura da inovação.

"Os Polos funcionam como um elo", ressalta Rogério Atem de Carvalho, diretor do Polo de Inovação Campos dos Goytacazes (PICG), do Instituto Federal Fluminense (IFF). "Você até tem os elementos separados: a pesquisa aplicada, independente dos Polos, e o setor produtivo fazendo suas inovações, mas a vantagem dos Polos é fazer esses elementos funcionarem juntos. Ou seja, ele traz a pesquisa aplicada, coloca os estudantes como atores junto aos pesquisadores, e faz entregas reais para o setor produtivo", afirma.

Rogério explica que entregar um produto real é bem diferente de uma pesquisa aplicada dentro de um laboratório. "Tem que fazer funcionar de verdade, então é uma experiência para o aluno, traz mais conhecimento para o pesquisador e o setor produtivo pode ter acesso a coisas novas que estão sendo desenvolvidas dentro das instituições de ensino, e tudo isso de maneira rápida".

 

Os Polos de Inovação também têm impulsionado a parceria em rede com visitas in loco e trocas de experiências entre as unidades. "No momento em que comemoramos os 110 anos da Rede Federal, os Polos juntam o novo com a tradição de estreita colaboração entre os partícipes desta rede e entre estes e a sociedade, trazendo novas e melhores oportunidades para nossos alunos e para a sociedade em nosso entorno", finaliza Rogério.

Saiba Mais: - A história dos Polos de Inovação começa em 2/12/2013, quando a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e a União, por intermédio do então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (atual MCTIC), com a interveniência do Ministério da Educação (MEC), celebraram Contrato de Gestão, tendo por objeto a parceria para promover e incentivar a realização de projetos empresariais de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), voltados aos setores industriais, por meio de cooperação com instituições públicas e privadas de pesquisa científica e tecnológica.

Em seguida, em 30/12/2013, a Setec/MEC publicou a Portaria nº 1.291, que estabelece diretrizes para a organização dos institutos federais, incluindo aquelas para funcionamentos dos seus Polos de Inovação. Após o primeiro Edital Embrapii para seleção dos cinco primeiros Polos de Inovação e concluído o processo, em 13/8/2015, o MEC publicou a Portaria nº 819/2015 autorizando o funcionamento dos Polos do IFBA, IFCE, Ifes, IFF e IFMG.

Os bons resultados, tanto em termos de volumes financeiros dos projetos com o setor produtivo, quanto na obtenção de registros de propriedade intelectual e um maior adensamento tecnológico na formação dos alunos nos diferentes níveis, do técnico à pós-graduação, levaram a Embrapii, junto com a Setec/MEC, a promover uma segunda chamada, em 2017, que classificou as unidades do IF Goiano, IFPB, IFSC e IFSULDEMINAS. A partir de então, os novos polos se juntam aos pioneiros, num total de nove unidades, intensificando as atividades de PD&I na Rede Federal com suas expertises e experiências próprias.

Fonte: Comunicação Social da Reitoria do Instituto Federal Fluminense (IFF)

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