CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE GRÃOS DE MILHO PIPOCA COMERCIALIZADOS NO BRASIL

Myrian Novaes, Andressa David, Vitória Silva, Erika Rodrigues, Ricardo Villa, Adriana Oliveira

Resumo


Este trabalho teve como objetivo determinar a composição física e química de grãos de milho pipoca comercializados no Brasil. Para isso, foram coletados três lotes de cinco marcas de milho pipoca. Os parâmetros físicos determinados foram: índice de capacidade de expansão, densidade aparente, volume de um grão, tamanho e cor. Na composição química foram quantificados: umidade, cinzas, proteínas, lipídeos, fibra bruta, carboidratos digeríveis, valor energético total, pH, atividade de água, carotenoides e os minerais (cobre, zinco, ferro, manganês, potássio e sódio). Os parâmetros de cor, tamanho, cinzas, proteínas, carboidratos digeríveis, carotenoides, pH e atividade de água apresentaram diferenças significativas (p ≤ 0,05) entre as amostras. Com exceção do sódio, os demais minerais também apresentaram diferenças significativas (p ≤ 0,05) entre as concentrações nas amostras. Essas diferenças encontradas podem ser em decorrência das condições de armazenamento, método de secagem, tipo dos genótipos, fatores ligados ao solo do plantio e condições edafoclimáticas. Neste âmbito, os resultados obtidos neste trabalho indicam diferenças nas características físicas e químicas de grãos de milho pipoca comercializados no Brasil, sendo muito importante o conhecimento desses parâmetros a fim de garantir a segurança do alimento, qualidade nutricional e a valorização comercial deste alimento.

Palavras-chave


Zea mays L.; cereal; composição proximal; mineral.

Texto completo:

PDF

Referências


AACC International. (1999). Approved Methods of Analysis - Method 32-10.01: Crude Fiber in Flours, Feeds, and Feedstuffs. St. Paul: AACC International.

AOAC - Association of Official Analytical Chemists. (2012). Official methods of analysis (19ª ed.), Arlington: AOAC International.

AOCS - American Oil Chemists' Society. (2006). Crude Fiber Analysis in Feeds By Filter Bag Technique. S. Boulder, CO: AOCS.

Argentina. (1994). Norma XIV: Norma de calidad para la comercializacion de mijo, Bolsa de Comercio de Rosario, 1994. Disponível em: < https://www.bcr.com.ar/Normas/normas/NORMA%20XIV%20Mijo.pdf> Acesso em: 10/07/2019.

Atwater, W. O., & Bryant, A. P. (1900). The availability and fuel value of food materials. In: Station, Twelfth Annual Report of The Storrs Agricultural Experimental Station, Storrs, Conn, 1899 (pp. 73-110). Middletown, Conn: Printed by order of the General Assembly.

BRASIL. (2005). Resolução RDC n. 269, de 22 de setembro de 2005. Regulamento Técnico sobre a Ingestão Diária Recomendada (IDR) de proteína, vitaminas e minerais. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF.

BRASIL. (2011). Instrução Normativa nº 61, de 22 de dezembro de 2011. Regulamento Técnico do Milho Pipoca. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF.

BRASIL. (2012). Resolução RDC n.54, de 12 de novembro de 2012. Regulamento Técnico sobre Informação Nutricional Complementar. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF.

Cândido, B. D. V. (2010). Retenção de carotenoides após moagem de milho biofortificado e durante o armazenamento dos derivados. (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Lavras, Brasil.

Chitarra, M. I. F., & Chitarra, A. B. (2005). Pós-colheita de frutos e hortaliças: fisiologia e manuseio (2ª ed.). Lavras: Universidade Federal de Lavras.

Correa, P. C., Machado, P. F., & Andrade, E. T. (2001). Cinética de secagem e qualidade de grãos de milho-pipoca. Ciência & Agrotecnologia, 25(1), 134-142.

Department of Agriculture. (2005). Standards and requirements regarding control of the export of popcorn. Disponível em: Acesso em: 10/07/2019.

FAO – Food and Agriculture Organization of the United Nations. (2003). Methods of Food Analysis. In: Food and Agriculture Organization of the United Nations (Eds), Food energy - methods of analysis and conversion factors (Chapter 2). Rome: FAO.

Farahnaky, A., Alipour, M., & Majzoobi, M. (2013). Popping Properties of Corn Grains of Two Different Varieties at Different Moistures. Journal of Agricultural Science and Technology, 15, 771-780.

Freire, A. I. (2015). Avaliação da capacidade de expansão de milho-pipoca pelas técnicas de espectrometria no infravermelho próximo, composição química e microscopia eletrônica. (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Lavras, Brasil.

Germani, R., Pacheco, C. A. P., & Carvalho, C. W. P. (1997). Características físicas e químicas dos principais cultivares de milho pipoca plantados no Brasil. Arquivos de Biologia e Tecnologia, 40(1), 19-27.

Gokmen, S., Tuzen, M., Mendil, D., Sari, H., & Hasdemir, E. (2005). Determination of some metals in (Zea mays L.) popcorn genotypes. Asian Journal of Chemistry, 17(2), 689-696.

Hoffmann, F. L. (2001). Fatores limitantes à proliferação de microorganismos em alimentos. Brasil Alimentos, 9, 23-30.

Instituto Adolfo Lutz (IAL). (2008). Normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz: métodos químicos e físicos para análises de alimentos. (4ª ed.) São Paulo: Instituto Adolfo Lutz.

Kist, B. B., Santos, C. E., & Beling, R. R. (2016). Anuário brasileiro do milho 2016. Santa Cruz do Sul: Editora Gazeta Santa Cruz.

Lacerda, D. B. C. L., Soares, J. M. S., Bassinello, P. Z., Siqueira, B. S., & Koakuzu, S. N. (2009). Qualidade de biscoitos elaborados com farelo de arroz extrusado em substituição à farinha de trigo e fécula de mandioca. Archivos Latino Americanos de Nutricion, 59 (2), 199-205.

Miranda, D. S, Silva, R. R, Tanamati, A. A. C, Cestari, L. A, Madrona, G. S, Scapim, M. R. (2011). Avaliação da qualidade do milho-pipoca. Revista Tecnológica, V Simpósio de Engenharia, Ciência e Tecnologia de Alimentos, (pp. 13-20).

Moura, N. C., Canniatti-Brazaca, S. G., & Souza, M. C. (2009). Características físicas de quatro cultivares de soja crua e submetidas a diferentes tratamentos térmicos. Alimentos e Nutrição, 20 (3), 383-388.

Nan, Z. R., Li, J. J., Zhang, J. N., & Cheng, G. D. (2002). Cadmium and zinc interactions and their transfer in soil-crop system under actual field conditions. Science of the Total Environment, 285, 187-195.

Nascimento, A., & Lodi, Z. (2012). Qualidade físico-química e microbiológica de milho convencional e milho geneticamente modificado (Bt) produzidos em Francisco Beltrão – PR. (Trabalho de Conclusão de Curso). Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Brasil.

Nunes, C. F. et al. (2016). Efeitos da temperatura de armazenamento na qualidade de milho pipoca após 6 meses de armazenamento. In: Anais do 8º Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão - Universidade Federal do Pampa, 22-24 Novembro 2016. Pampa, BR: Unipampa.

Oliveira, J. P., Chaves, L. J., Duarte, J. B., Brasil, E. M., & Ribeiro, K. O. (2007). Qualidade física do grão em populações de milho de alta qualidade protéica e seus cruzamentos. Pesquisa Agropecuária Tropical, 37(4), 233-241.

Pacheco, S. et al. (2011). Adaptação do método de extração de carotenóides para escala de micro-extração. In: IV Reunião de Biofortificação, 10-15 Julho 2011. Teresina, BR: EMBRAPA - BioFORT.

Paes, M. C. D. (2006). Circular Técnica 75: Aspectos Físicos, Químicos e Tecnológicos do Grão de Milho. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo.

Pereira, M. T. J., Caneppele,C., Silva, S. L. S., Nunes, J. A. S. & Ormond, A. T. S. (2014). Propriedades físicas de marcas comerciais de milho pipoca: grão e estourada. Enciclopédia Biosfera, 10(18), 2525-2532.

Pinho, L., Paes, M. C. D., Glória, M. B. A., Almeida, A. C., & Costa, C. A. (2011). Color and chemical composition and of green corn produced under organic and conventional conditions. Ciência e Tecnologia de Alimentos, 31(2), 366-371.

Ramos, E. M., & Gomide, L. A. M. (2017). Avaliação instrumental da cor. In: E. M. Ramos & L. A. M. Gomide (Eds), Avaliação da qualidade de carnes: fundamentos e metodologias (pp. 230-234) Viçosa: Editora UFV.

Relacre. (2000). Guia Relacre 13: Validação de métodos internos de ensaio em análise química (1ª ed.) Lisboa: Relacre.

Santos, R. F. et al. (2014). Efeitos da Temperatura nos Parâmetros Tecnológicos de Grãos de Milho Armazenados Durante 12 Meses em Sistema Semi-Hermético. In: 6ª Conferência brasileira de pós-colheita, 14-16 Outubro 2014 (pp. 365-372). Londrina, BR: ABRAPOS.

Silva, J. S., & Corrêa, P. C. (2000). Estrutura, composição e propriedades dos grãos. In: J. S. Silva (Eds), Secagem e armazenagem de produtos agrícolas (pp. 21-37). Viçosa: Aprenda Fácil.

Teixeira, W. G., Malta, C. G., & Leandro, W. M. (2012). Produtividade e avaliação da capacidade de expansão de milho pipoca crioulo em cultivo isolado e consorciado com feijão de porco. Enciclopédia Biosfera, 8(14), 778-786.

Tissot, U. F., Zambiazi, R. C., & Mendonça, C. R. B. (2001). Milho pipoca: caracterização física, química, microbiológica e sensorial. Boletim do Centro de Pesquisa de Processamento de Alimentos, 19(1), 1-12.

USDA - United States Department of Agriculture. (2017). PSD: production, supply and distribution online - Reports - World Corn Production, Consumption, and Stocks. Foreign Agricultural Service, October 2017. Disponível em: Acesso em: 10/07/2019.

USP – Universidade de São Paulo. (2017). Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Disponível em: . Acesso em: 10/07/2019.




DOI: http://dx.doi.org/10.33837/msj.v2i2.1057

Apontamentos

  • Não há apontamentos.

Comentários sobre o artigo

Visualizar todos os comentários




Direitos autorais 2019 Myrian Dayane Santana Novaes, Andressa de Souza David, Vitória Kimberly Costa da Silva, Erika Cristina Rodrigues, Ricardo Dalla Villa, Adriana Paiva de Oliveira

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Revista Indexada nas seguintes bases:

 

          

Uma publicação da Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação do IFGoiano - Câmpus Urutaí

 

  

 Licença Creative Commons

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.