Um monólogo necessário – relato de experiência do PIBID, Subprojeto Biologia do Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí

Natália Aparecida Campos, Thalita Teresinha de Sousa, Edilana Ferreira, Guilherme Malafaia

Abstract


A evolução humana nos levou a viver em sociedade como um todo, levando em consideração as diferenças e as igualdades. Porém, no que se diz respeito a isso, se torna mais distante a continuidade da mesma, dando ênfase a visão egocêntrica, em que se vive por si, por suas vontades e anseios. Nesse contexto, o PIBID/Bio, durante várias reuniões e discussões, decidiu abordar com alunos/residentes do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) – Câmpus Urutaí, a noção sobre a “diversidade humana, nos diferentes tipos de atividades e nas diversas redes de relacionamentos, nas diferentes necessidades de cada cidadão, das maiorias às minorias, dos privilegiados aos marginalizados”. Para tratar sobre a Inclusão Social, fez-se uso de um monólogo - uma peça teatral em que há somente um indivíduo atuando -  tendo sido pesquisado e observado pelos bolsistas do PIBID/Bio durante as semanas que antecederam a atividade, as formas de exclusão ocorridas no IF Goiano – Câmpus Urutaí. Essas observações expandiram para as atitudes dos estudantes também nos meios de transporte para a chegada ao Câmpus, seus comportamentos nas cantinas do próprio Campus, no refeitório durante as refeições e também durante os intervalos. Em seguida, as informações obtidas foram sistematizadas e serviram para a elaboração do monólogo, enfatizando exclusões encontradas como gravidez entre jovens e a visão dos mesmos sobre isso, respeito quanto à deficiências físicas e a colaboração com atitudes simples quanto a isso, respeito à mulheres, independente de vestimentas, respeito quanto aos mais velhos e principalmente quanto à diversidade de pensamentos. Durante a apresentação do monólogo (na qual participaram 20 estudantes residentes no IF Goiano – Câmpus Urutaí), foi possível perceber que conforme iam sendo apresentadas as formas de exclusão e o porquê incluir, os participantes iam se identificando com sorrisos, troca de olhares, troca de bancos mais a frente ou um “ok” com os dedos, indicando que o exposto no monólogo estava de acordo com o que pensavam. Ficou insólito a conclusão de que suas ações ou vivencias puderam ser reconhecidas, porém, ficou claro que o uso de monologo pode influenciar, uma vez que, a expressão e intensidade dos fatos fica à mercê de deduções pessoais dos ouvintes, dando a liberdade de se expressar ou notar similaridade com o exposto no palco.




DOI: http://dx.doi.org/10.33837/msj.v1i11.552

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