Workshop promove reflexões sobre o autismo no contexto familiar e educacional
I Workshop “Entre práticas e vivências: o autismo no contexto familiar e educacional” reuniu estudantes e profissionais das áreas de Educação e Saúde. Evento foi organizado pelo NAPNE e Assistência Estudantil.
A iniciativa teve como objetivo ampliar o diálogo sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovendo reflexões que envolvem não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade, escuta e humanidade.
A programação contou com a participação da fonoaudióloga Lenizze Barros; das psicólogas Rafaela Morais e Mariany Ribeiro; da médica Dra. Maria Margarida; da psicopedagoga Denise Mayara; e da influenciadora Vanessa Vandort, que compartilhou sua experiência como mãe de um jovem diagnosticado com TEA.
Durante sua fala, Vanessa relatou os desafios enfrentados após receber o diagnóstico do filho e o receio em relação ao futuro. Emocionada, destacou a importância do acolhimento recebido no IF Goiano – Campus Rio Verde. Atualmente, o jovem tem 20 anos, é estudante da instituição, atua como monitor auxiliando colegas, é bilíngue e apaixonado por literatura.
As palestrantes ressaltaram que o autismo é denominado “espectro” justamente porque se manifesta de maneira diferente em cada indivíduo, com níveis distintos de intensidade e necessidades de suporte. Segundo as profissionais, o diagnóstico exige investigação cuidadosa e acompanhamento multiprofissional.
Foi destacado ainda que, na infância, os sinais costumam ser mais perceptíveis, enquanto muitos adultos desenvolvem mecanismos de camuflagem das características do transtorno, mesmo enfrentando dificuldades relacionadas à comunicação, sensação de não pertencimento, instabilidade de humor e rigidez cognitiva, fatores que podem gerar sobrecarga emocional e ansiedade.
A psicóloga do IF Goiano – Campus Rio Verde, Mariany Ribeiro, relatou que frequentemente acompanha adultos que procuram atendimento devido a dificuldades de aprendizagem e adaptação, mesmo sem um diagnóstico fechado. Nesses casos, são realizadas avaliações pedagógicas e psicológicas para identificar formas adequadas de apoio e acompanhamento.
Já a médica Dra. Maria Margarida enfatizou que o diagnóstico do TEA é essencialmente multiprofissional e depende da contribuição de diferentes especialidades para uma avaliação detalhada e cuidadosa. Segundo ela, o acompanhamento terapêutico também precisa envolver a família. “Precisamos pensar esse diagnóstico não somente como um fim, mas como um ponto de partida para que a gente inicie um trabalho de cuidado, que também envolve a família”, destacou.
As especialistas também ressaltaram a importância de abordagens cientificamente comprovadas no acompanhamento de pessoas com TEA, reforçando que práticas baseadas em evidências são fundamentais para promover funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.
O workshop reforçou o compromisso institucional do IF Goiano com a inclusão, o acolhimento e a construção de uma sociedade mais empática, acessível e humana.
Seção de Comunicação Social e Eventos
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