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Conheça os premiados no I Concurso Literário de Redação dos alunos do Campus Trindade

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Publicado: Domingo, 28 de Agosto de 2016, 10h44 | Última atualização em Quarta, 21 de Setembro de 2016, 09h31 | Acessos: 921

O concurso é promovido pela Academia Trindadense de Letras, Ciências e Artes (Atleca)

I Concurso Literário de Redação entre alunos do Campus Trindade
I Concurso Literário de Redação entre alunos do Campus Trindade

Júlia Viana Cordeiro, Ingrid Portilho da Silva e Marcos Paulo de Carvalho Araújo são os autores premiados no I Concurso Literário de Redação entre alunos do Campus Trindade. O concurso é promovido pela Academia Trindadense de Letras, Ciências e Artes (Atleca), com apoio do IF Goiano. Confira abaixo os textos conforme classificação da premiação.

1º Lugar

Autora: JÚLIA VIANA CORDEIRO, aluna do 2º A do IF Goiano - Campus de Trindade, nascida em 08 de janeiro de 2000. Orientadora: Ruth Aparecida Viana Silva.


JOVEM SEM CULTURA, JOVEM SEM FUTURO


Jovem sem cultura, sem lazer, sem direito à educação,

Fica no escuro, sem espaço, sem liberdade de expressão.

Sem autonomia, sem direitos e sem futuro,

Não pode opinar, não quer, fica em cima do muro.

 

Sem voz, sem vez e nem lugar,

Tudo distante, difícil de alcançar.

Cultura é dar liberdade, oportunidade para voar,

Com o futuro sonhar e o mundo mudar.

 

Cultura é lazer, esporte, música,

É ciência, são costumes, é tudo aquilo que fica,

Fica na memória, no meio social

Se relaciona com a justiça, com a ética e com a moral.

 

Justiça, não de lei, justiça como um senso,

Ética para mudar e moral de quem está atento.

Não aceita as injustiças e levanta sua voz,

Luta, sem armas, pelo que é de todos nós.

 

Jovem que tem cultura, respeita sua liberdade,

Não se cala, vai à luta, pelo bem da sociedade.

Faz sua parte e não se esquece dos demais,

Sabe olhar pro outro e quer sempre mais.

 

Mais saúde, educação, mais direitos sem censura,

Quer pra si, mas quer pro outro essa tal de cultura.

Esse bem libertador abre os olhos, quebra o  muro,

Trilhando um caminho, construindo seu futuro.


2º Lugar

Autora: INGRID PORTILHO DA SILVA, aluna do 1º ano de Informática do IF Goiano - Campus de Trindade, nascida em 05 de junho de 2000. Orientadora: Poliana Queiroz.


INFLUENCIAR OU SER INFLUENCIADO

         Em meio a uma sociedade de jovens alienados e dispersos vivendo em um mundo virtual, distantes a cada dia mais da realidade, ofertas e ferramentas de atrativos a jovens têm crescido cada vez mais. A obsessão e curiosidade por elas os têm levado a um caminho de ruínas, desprovido de sucesso e de cultura.

         O interesse por coisas momentâneas venda os olhos desses jovens, que poderiam obter êxito, sucesso, cultura, identidade própria. A palavra cultura significa o estado ou estágio de desenvolvimento de um povo ou de um período, caracterizados pelo conjunto de obras, instalações e objetos criados pelo homem desse povo ou período. Com certeza, esses jovens não compreendem o verdadeiro significado dessa palavra diante de uma sociedade dominada pela tecnologia e movida por prazeres momentâneos.

         O que está faltando é incentivo por parte dos pais, dos responsáveis, das escolas, dos professores, do governo. Está faltando interesse por parte dos jovens; está faltando a visão voltada a um futuro melhor, desprovido pelo menos um pouco de ignorância, de superficialidades. Mas maior efeito do que o incentivo, importa a força de vontade de cada jovem para sair da comodidade, da área de influência. É influenciar e não se deixar ser influenciado; é não aceitar a medíocre e desgastante situação de uma vida repleta de facilidades e de um futuro sem perspectiva de realização. O jovem que diz não à cultura diz não a sim mesmo e às suas opiniões.

         A cultura é uma alavanca para o conhecimento e enriquecimento dos jovens. O que se vê hoje são jovens carentes de cultura e envoltos na ignorância.


3º Lugar

Autor: MARCOS PAULO DE CARVALHO ARAÚJO, aluno do 2º ano de Eletrotécnica do IF Goiano - Campus de Trindade, nascido em 25 de dezembro de 2000. Orientadora: Ruth Aparecida Viana Silva.


SEGUINDO EM FRENTE

Desde pequeno, meu pai já me dizia que oportunidades de se dar bem na vida só aparecem algumas vezes. Eu tinha 14 anos quando ele morreu em um tiroteio contra a polícia.

Com 15, saí do colégio por conta de um emprego que me apareceu. No início, era só procurar viciados pela rua para oferecer-lhes droga. Em um dia de procura, encontrei uma garota linda por quem me apaixonei.

Tudo parecia ir bem, conciliei a vida no tráfico e meu relacionamento. Mas com 17, engravidei minha mulher e passamos por muitas dificuldades. Minha mulher sempre me dizia: - "Nosso futuro será passar muito tempo juntos, eu você e nosso bebê".

Aos 18, aprendi a atirar e com isso subi de cargo no tráfico; agora eu já era guarda-costas. Em um dia, antes de sair de casa para um serviço, minha mulher falou: - "Que Deus te acompanhe nesse teu dia de luta, e que na volta possa aproveitar o tempo ao lado de sua filha e de sua mulher".

A caminho do serviço, deparo-me com uma placa de procura de emprego que não necessitava formação acadêmica. Apenas passo o olho por ela e continuo o meu caminho.

Chegando ao local do serviço, algo começa a formigar em meu braço e um som estrondoso me vem aos ouvidos seguido de outro mais alto ainda. Mas agora, o formigamento não era mais no braço e sim no peito. Caio no chão e a última coisa que me recordo é do olhar de minha mulher se despedindo.

Antes de partir, perguntei-me: - Será que o futuro é deixar acontecer ou fazer acontecer?

 

Núcleo de Comunicação Social e Eventos, IF Goiano – Campus Trindade, com informações do site da Atleca

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