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Os trending topics do Enem no Campus Ceres

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Publicado: Terça, 29 de Janeiro de 2019, 23h39 | Última atualização em Sexta, 19 de Abril de 2019, 21h02 | Acessos: 1538

Estudantes que ficaram entre os 20 melhores formandos 2018 nas notas do Enem detalham a relação com os cursos técnicos, o que pensam da formação no IF Goiano e os planos traçados para o futuro pós Ensino Médio

Por Tiago Gebrim
Fotos: arquivo dos estudantes

 

Em todo o Instituto Federal Goiano, estudantes concluintes dos cursos de Ensino Médio Técnico foram destaque pelo excelente desempenho na edição de 2018 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com rendimentos excepcionais, acima dos 3.700 pontos, os discentes atestam a qualidade dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, que buscam dar formação completa aos acadêmicos, baseadas na formação para o trabalho, para a ciência e a cultura.

Entre os estudantes do Campus Ceres, os destaques foram não somente as notas elevadas como um todo, como também o rendimento nas redações, com diversas notas entre 900 e 960 pontos. “O principal ponto decisivo foi a capacidade de senso crítico que o ensino médio em rede federal me proporcionou”, explica Adrya Wenya Gomes, a quarta melhor colocada em redação entre os formandos, com nota 940.

Assim como nas universidades, os Institutos Federais aplicam o tripé Ensino, Pesquisa e Extensão, o que contribui para promover uma formação completa aos estudantes, já durante o Ensino Médio. Os estudantes vivenciam situações de pesquisa, em que participam de projetos e desenvolvem conhecimento, e de extensão, na qual têm contato com a comunidade na implantação de projetos e oferta de cursos, por exemplo. A integração promovida entre a parte técnica e as disciplinas do Ensino Médio contribui para fomentar nos discentes um olhar crítico, que auxilia na compreensão da realidade social como um todo. A qualidade do ensino é atestada de várias formas – seja pelo êxito em seguir a carreira na formação técnica ou pelo bom desempenho em exames como o Enem.

Conversamos com alguns dos estudantes do Campus Ceres listados entre os 20 melhores em nota total e em nota de redação do Exame, para entender como foi a contribuição da Rede Federal em suas jornadas acadêmicas.

 

Como vocês se sentem em relação à nota, à conquista dessa posição?

Alexandre Souza Santana: Foi uma sensação mista de felicidade e de dever cumprido, ver que os três anos no IF valeram a pena e que eu não poderia ter feito escolha melhor do que essa.

Adrya Wenya Gomes: Eu me sinto satisfeita por agora. Acredito que evoluções são gradativas e ocorrem em determinado espaço de tempo e esforço. Para o Enem 2018 consegui alcançar minhas expectativas de desempenho.

Fernando Souza Carrilho: Me sinto com a sensação de dever cumprido.

Sarah Vieira Arruda: Muito feliz. É muito bom ver que todo o esforço dos três anos do Ensino Médio, tanto meu quanto dos professores, valeram a pena.

Mariana Mérida de Souza: Fico feliz pelos resultados que alcancei, sei que ainda não cheguei onde quero, mas estou cada vez mais perto. Acho muito importante valorizar nosso progresso e conquistas.

Paulo Vítor Barbosa Alves: Me sinto feliz, dado em conta o esforço realizado.

 


Paulo Vítor Alves (arquivo pessoal)

 

Qual foi a área de maior facilidade no Enem?

Alexandre: Matemática e redação, que me renderam as maiores notas, sendo isso possível graças as duas deusas Fatinha e Ondina [docentes do Campus Ceres] que me auxiliaram muito esse ano e as minhas amigas Vitória e Mariana, que sempre me auxiliaram na hora de praticar redação.

Adrya: Minha área de maior facilidade foi a redação. Mesmo sendo o temor de várias pessoas defendo que é a parte mais simples da prova, pois é o único espaço do Enem em que o estudante tem sua própria personalidade e opinião. Basta possuir organização e técnicas para colocar no molde que a banca de correção deseja: a redação é o seu espelho de mundo, você tem um problema, tem que resolvê-lo e justificar porque você acredita assim.

Fernando: Redação e Matemática.

Sarah: Redação. Sempre gostei de escrever e a área do técnico me ajudou muito com o tema da prova.

Mariana: Matemática e suas tecnologias, apesar de um pouco estranho já que eu não era muito fã [da disciplina]. Sempre fui boa em raciocínio lógico e interpretação, o que me garantiu acertos nas questões fáceis.

Paulo Vítor: Mais facilidade no Enem foi em redação, porque eu estudei bastante na reta final e por ser do curso de Informática eu soube falar bem do assunto [manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet] e assim garanti uma ótima nota.

 


Mariana Mérida e Alexandre Santana (arquivo pessoal/ Alexandre)

 

Quais foram os pontos decisivos para atingir esse desempenho no Enem? Como foi a preparação?

Alexandre: Alguns professores como Lourival, Fabiana, Fatinha e a Ondina tiveram um foco maior no quarto bimestre nas matérias que mais caíram no Enem nos últimos anos, sendo isso de grande auxílio na reta final.

Adrya: O principal ponto decisivo foi a capacidade de senso crítico que o Ensino Médio na Rede Federal me proporcionou, algo que certamente em cursinho pré-vestibular é impossível de se adquirir. O Instituto Federal forma ano a ano cidadãos prontos para ingressarem no mercado e ter essa bagagem de saber ‘o que eu quero’, ‘o que eu considero importante’ foi de extrema importância pro meu rendimento.

Fernando: Foco, autoconfiança, tentativas de se acalmar e muito estudo. Fui muitíssimo bem preparado pelo IF Goiano de Ceres. Além dos estudos formais, também estudei bastante em horas extras e nas férias.

Sarah: Dedicação é o mais importante. Sempre aproveitava tudo das aulas, absorvia o máximo possível, principalmente nas de Língua Portuguesa.

Mariana: Focar, principalmente, em assuntos cobrados nas matrizes do Enem e que possuíam grande reincidência. Além disso, corrigir meus pontos fracos nas competências da redação e buscar controlar meu tempo, não ultrapassando 1h20 na redação. O tempo sempre foi muito regulador para mim e eu queria acertar o máximo possível, então respondia o que eu tinha certeza primeiro, depois questões medianas e, por fim, dedicava uma porção de tempo às difíceis.

Paulo Vítor: Videoaulas para relembrar o conteúdo e muita prática, com exercícios e bastante escrita, não tentando adivinhar o tema mas sim conseguir falar bem independentemente do assunto abordado.

 


Adrya Wenya (arquivo pessoal)

 

Você acredita que a formação recebida aqui no campus contribuiu com sua nota? Em quais pontos principais?

Alexandre: A educação oferecida pelo IF, para mim, é de uma excelência não encontrada na região, pois apresenta estrutura e professores de alta qualidade, sendo decisiva para que a minha nota tenha sido alcançada. Além disso, possibilitou que eu passasse nos vestibulares da UEG, no IFG e no IF Goiano.

Adrya: As aulas diversificadas que os professores da Rede proporcionam contribuem bastante para a formação pessoal de cada estudante, e ter senso crítico realmente é uma ferramenta importante, pois na prova do Enem você precisa pensar – saber conteúdo não é suficiente. Você precisa ter conhecimento sobre o conteúdo, lógico, mas se você não consegue ter um senso crítico para analisar o que a questão quer de você, o conteúdo de nada serve.

Fernando: Sim, auxiliou muito. A exemplo na escrita, interpretação, estratégias de resoluções, entre outros que. Creio que seja pelas qualificações do corpo docente do campus.

Sarah: Totalmente. Quando entrei no campus nem tinha um senso crítico formado. O crescimento pessoal que tive foi um ponto muito importante pra desenvolver meu lado acadêmico. Outra coisa que ajudou muito foi a relação alunx/ professxr que tive nesses três anos. Quando temos amizade com o(a) professxr percebemos que eles também estão ali para aprender e que a aprendizagem é um ciclo. Entender isso e ver o professxr como um amigx me fez aproveitar muito mais as aulas.

Mariana: Sim, como ser humano cresci bastante e isso é muito importante em uma prova tão decisiva. O IF me deu oportunidade de fazer monitoria, projeto de ensino, projeto de extensão e palestras, tudo isso nos faz acreditar na nossa capacidade e nos nossos projetos.

Paulo Vítor: A formação no Instituto contribuiu muito, principalmente na questão da redação, que a professora Ondina abordava em quase todas as suas aulas.

 


Sarah Arruda (arquivo pessoal)

 

Como é a relação com a formação técnica? Para o Enem foi preciso focar apenas nas disciplinas do Ensino Médio?

Alexandre: O curso técnico me auxiliou muito no Enem, pois a redação foi totalmente nessa área sendo um tema que já havia sido discutido em sala. Não foi necessário focar somente no Ensino Médio, sempre gostei muito do curso principalmente na parte de programação que me foi muito útil no projeto final das disciplinas técnicas.

Adrya: Meu curso, Meio Ambiente, é um curso que realmente possui diferencial e auxilia cada um a ter uma visão de mundo mais crítica, ter conteúdos específicos em Ecologia, Química Ambiental, Educação Ambiental e Recursos Naturais. Isso auxilia bastante na resolução das questões de Ciências Naturais. Eu fiz por alguns meses cursinho pré-vestibular, mas devido ao pouco tempo que eu tinha livre, já que o campus é integral e eu não consegui equilibrar ambos, optei por manter em foco minha formação no IF.

Fernando: Me sinto estreitamente ligado à área de minha formação técnica, não sei ao certo ainda o curso que farei, mas sei que anseio impreterivelmente por um curso na área da computação. Olha, eu estudei por fora algumas informações adicionais em relação as disciplinas ofertadas no campus, mas a base ofertada supre o cobrado no Enem.

Sarah: Apesar de não ser apaixonada por exatas, me dou muito bem com a área do técnico. É sem dúvida uma formação bastante cobrada no mercado de trabalho e fico feliz por já ter uma preparação a mais. Agora no terceiro ano eu foquei um pouco mais nas disciplinas do Ensino Médio sim, mais por garantia mesmo. Contudo, [a parte técnica] sempre me acrescentou nos estudos.

Mariana: Um pouco complicada, não me identifiquei muito com meu curso, mas acredito que ele tenha me mostrado a outra realidade da área de TI e tecnologia, a qual eu não conhecia. No primeiro semestre foquei em alcançar notas altas em todas as matérias, assim, o terceiro bimestre ficou tranquilo e eu pude me dedicar no terceiro e quarto ao Enem, o que era meu foco.

Paulo Vítor: Eu tenho bastante facilidade nas disciplinas técnicas do curso, e isso me possibilitou maior tempo de estudo para [a área] do Ensino Médio.

 


Fernando Furtado (arquivo pessoal)

 

Vocês creem que utilizarão a formação técnica no prosseguimento dos estudos de graduação?

Alexandre: Acredito que sim, pois o curso que quero fazer se identifica muito com a Informática, e isso pode gerar um futuro projeto de ensino ou de pesquisa na faculdade.

Adrya: Minha formação técnica, mesmo sendo de uma área diferente da que desejo me graduar, será muito efetiva para minha vida pessoal e profissional. O curso de Meio ambiente tem diferencial, além de ser cidadã sempre serei defensora dos nossos recursos existentes. Além de outros fatores que auxiliam bastante qualquer profissional, tem também o conhecimento em administração que é bastante enfocado no curso.

Fernando: Sim, afirmo que foi a base dada no IF Goiano que delineou minhas aptidões ainda dormentes, que estavam prontas para serem acordadas. Isso me impulsionou a prosseguir na área.

Sarah: Sim, já tenho planos de pegar projetos, na faculdade, que integrem a área da formação técnica.

Mariana: Sim, pois o curso técnico envolve conteúdos que deveriam ser de noção básica a todos, mas que muitas vezes não são. Como exemplo, administração e empreendedorismo, fundamentos de informática operacional, metodologia científica e vários outros.

Paulo Vítor: Provavelmente sim, porque independentemente da área de graduação, a Informática está presente em todos os campos de trabalho no mundo atual.

 

Em que curso pretendem seguir a vida acadêmica?

Alexandre: Pretendo fazer Licenciatura em Matemática e se possível passar em um concurso e dar aula em um IF ou UF.

Adrya: O curso que pretendo seguir na graduação é um curso bastante desejado, o curso de Medicina. Minha decisão jamais se baseou em status ou retorno financeiro, aprendi com uma professora do campus, Maria Lícia, que não importa o que você seja, se estiver fazendo o seu melhor e o que te faz bem, o dinheiro virá como consequência. Cada um pode contribuir com seu trabalho pro mundo, ambientalistas, jornalistas, atores, professores e demais profissões. Para fazer a minha parte, escolhi ser médica. Minha nota ainda não foi suficiente para ingressar na faculdade, mas me prepararei especificamente para alcançar o meu objetivo e pretendo cursar em alguma universidade federal em Minas Gerais, pois acho o estado bastante interessante.

Fernando: Como todo estudante é indeciso e a vida e seus segundos são incertos, pretendo cursar Engenharia de Software, Engenharia da Computação ou Sistemas de Informação.

Sarah: Pretendo fazer Publicidade e Propaganda, gosto mais da área criativa.

Mariana: atualmente pretendo cursar Medicina. Sei que o caminho é longo mas acredito estar cada vez mais próxima. No fundo é necessário acreditar em si, antes de qualquer outra pessoa.

Paulo: Pretendo seguir a vida acadêmica no curso de Odontologia.

 

 

Ascom Campus Ceres

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