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Oficina de Ensino Médio Integrado desafia participantes

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Publicado: Quinta, 03 de Outubro de 2019, 17h02 | Última atualização em Domingo, 06 de Outubro de 2019, 10h36 | Acessos: 53

Professor Sidinei Cruz, do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), sugere diálogo como ponto de partida para discussão da temática nas escolas.

Por Juliana Luiza Canêdo
Fotos: Juliana Luiza Canêdo

 

 

Qual a sua concepção sobre Educação? Você sabe os objetivos e finalidades dos Institutos Federais, enquanto instituições públicas? Essas foram algumas das provocações feitas pelo professor Sidinei Cruz, do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), durante a oficina/workshop Ensino Médio Integrado: Fundamentos, Currículos e Práticas. A atividade foi uma das dezenas do gênero oferecidas durante a tarde de quarta-feira, 2, no Integra IF Goiano.

Apesar da temática proposta, o professor adiantou aos ouvintes que não tinha respostas prontas no que se refere à integração do currículo. Contudo, introduziu aos participantes os principais conceitos que norteiam as bases da Educação Profissional, como os princípios educativos do trabalho e da pesquisa, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e a formação integral.

Por princípio educativo do trabalho, Sidinei explica que se trata de considerar o trabalho em sua dimensão histórica/ontológica. Ou seja: ele sempre fez parte da vida do homem. O professor exemplifica mostrando que quando se ensina a alguém como se faz uma cadeira, também é necessário mostrar, por exemplo, por que uma cadeira é necessária, e para vendê-la é necessário um contrato – que nada mais é do que um acordo social.

“Com isso, ensina-se não só o ofício em si [fazer cadeiras], mas se reflete sobre como ganhar dinheiro com isso. E ao provocar essa reflexão, estimulamos a pesquisa como princípio educativo”, conclui Sidinei. Por meio desse raciocínio, portanto, o professor infere que não se deve separar trabalho de educação. “O Ensino Médio integrado vem em meio a essa ideia de não-separação entre a formação geral e a habilitação profissional provocada pela formação profissional técnica”, complementa. E esse é – ou deveria ser - um diferencial dos Institutos Federais no país.

Segundo Sidinei, ainda não há consenso interno nas instituições acerca dessas questões. Porém, uma forma de superar possíveis divergências de entendimento é possibilitar a abertura ao diálogo, a fim de que se discutam e se reelaborem conceitos, termos e categorias de forma institucional. “Este é sempre o ponto de partida”, revela o professor. Não se trata, entretanto, de uma tarefa fácil, visto a dificuldade que as instituições têm de trabalhar, de fato, em rede. “Muitas vezes em um único Instituto não encontramos padrões entre os campi para resolver um mesmo problema. E outro IF com certeza está passando por algo parecido”, justifica.

Por fim, o professor lembra que a formação integral está prevista nos dispositivos legais. Um exemplo é o parágrafo sétimo ao Artigo 35 da Lei de Diretrizes e Bases, que diz o seguinte: “Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu projeto de vida e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais”. Portanto, o IF enquanto instituição pública está autorizado a exercer o serviço público com essa finalidade: o interesse comum prevalece sobre o individual. "E não temos autonomia para mudar isso", reforça.

Uma vez superadas essas contradições, é hora de por a "mão na massa" e partir para a reorganização dos currículos. Sidinei trouxe modelos do que foi feito pelo Instituto Federal Farroupilha à época em que atuou como pró-reitor, provocando o interesse dos participantes. Em suma, eles devem responder às seguintes questões: onde o estudante será formado (qual a identidade institucional); quem será formado (perfil do egresso); quando será formado (organização do espaço e tempo escolares); como será formado (metodologia de ensino e aprendizagem); que formação será dada (conhecimento, habilidades e saberes) e, enfim, qual o objetivo dessa formação – a formação integral.

Outras atividades – Além da Ensino Médio Integrado, o Integra ofereceu aos participantes na quarta-feira, 2, as seguintes oficinas/minicursos: PizzaExtensãoUso do R nas Análises de DadosUso do Lúdico na Educação de SurdosAnálise de SoloEscrita DescomplicadaPitch e Inclusão: Aprendizagem Lúdica. Participante da oficina do Ensino Médio Integrado, a servidora do Campus Ceres Eneida Aparecida Machado trabalha com projetos integradores e ficou satisfeita com a atividade. “Fiquei curiosa para saber com mais profundidade como seguir este caminho”, motivou-se.

Para a tarde de quinta-feira, 3, estão previstas mais oficinas e minicursos. São eles: Intervenções Assistidas por AnimaisMeditação e Práticas HolísticasGênero e Diversidade Sexual no Contexto EscolarUso do R nas Análises de DadosDesenvolvimento da uma Rede Social; EmpregabilidadeMeliponicultura e Verificação de Notícias (veja aqui a programação completa).

 

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Casa cheia na abertura do Integra

 

 

Diretoria de Comunicação Social e Eventos (Ascom Reitoria)

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