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Solidariedade

Egresso do IF Goiano é selecionado para universidade nos EUA

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Publicado: Quarta, 20 de Janeiro de 2021, 08h08 | Última atualização em Segunda, 25 de Janeiro de 2021, 08h30 | Acessos: 1947

Jovem de Campos Belos precisa de ajuda para custear despesas de estudar no exterior.

Carlos com a carta de aceite da Universidade de Minerva. Foto: acervo pessoal
Carlos com a carta de aceite da Universidade de Minerva. Foto: acervo pessoal

O Instituto Federal Goiano (IF Goiano) une esforços para auxiliar o jovem Carlos Eduardo Alves de Moura, 18, a concretizar o sonho de estudar no exterior. O egresso do curso de Informática para Internet do Campus Campos Belos, situado a 607 quilômetros da Capital, foi selecionado para cursar Ciência da Computação na Universidade de Minerva, Estados Unidos. Embora tenha conseguido bolsa que custeia 96% dos estudos, ele precisa de ajuda para as despesas que faltam e, por isso, servidores da Instituição estão promovendo uma vaquinha virtual (veja link abaixo).

A origem humilde não foi empecilho para Carlos investir nos estudos – sempre em instituições públicas - e planejar um futuro fora do país. Tudo começou com a paixão pela língua inglesa, ainda no ensino fundamental, quando participou de um projeto de pesquisa. O jovem, então, se matriculou em uma escola de Língua Inglesa e nunca mais deixou de estudá-la, mesmo com todas as dificuldades financeiras. “Ganhava uma bolsa de R$200 no IF Goiano e usava para pagar o curso, mas não era suficiente e meus pais completavam com muito esforço. Até que o dono da escola permitiu que eu desse algumas aulas para prosseguir com os estudos”, conta Carlos.

E é nesse local que ele seguiu trabalhando até hoje em sua cidade, onde mora com a mãe, Francisca Alves de Oliveira - desempregada -, um irmão mais novo e o padrasto, motorista de caminhão. Apesar do excelente desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ele não fez inscrições em universidades brasileiras porque já almejava estudar nos Estados Unidos e, para isso, não poderia estar matriculado em nenhuma outra universidade.

A instituição escolhida por ele possui uma proposta inédita e singular. De início, não existe número de vagas definido. Para se ter uma ideia, o percentual de admissibilidade foi de apenas 1,2% em 2018, dos 23 mil candidatos que almejavam uma vaga. A instituição também não possui um campus como se conhece no Brasil. Nas provas de acesso não são levadas em conta as notas do SAT (o equivalente ao Enem dos Estados Unidos). Em vez disso, vigora um processo de admissão próprio, que seleciona os alunos com base unicamente no seu mérito.

Não foi só o inglês fluente, cujo curso era custeado com recursos de uma bolsa que ele recebia durante o Ensino Médio, e as boas notas do currículo escolar que o fizeram ser aceito e ganhar a bolsa na Minerva. Para quem não tem nenhum desconto, o custo é de cerca de US$ 30 mil anuais, o equivalente a R$ 156 mil por ano na cotação de hoje, incluindo despesas de alojamento e refeições. As universidades americanas valorizam muito as atividades extracurriculares dos candidatos. A participação em diversos projetos de pesquisa e extensão, monitorias e o trabalho de conclusão de curso do Ensino Médio chamaram a atenção da universidade.

Os alunos selecionados em Minerva começam sua jornada de quatro anos em São Francisco, Califórnia, onde vivem numa residência comum com o resto dos colegas e assistem às aulas interativas de forma virtual. Eles também são inseridos em programas de aprendizagem prática com profissionais e em empresas parceiras. Depois, a cada semestre viajam e vivem em outras cidades de seis países diferentes: Buenos Aires (Argentina), Londres (Reino Unido), Berlim (Alemanha), Hyderabad (Índia), Taipei (Taiwan) e Seul (Coreia do Sul). O objetivo é formar um profissional que seja cidadão do mundo.

Além de Minerva – onde sonha estudar - Carlos se inscreveu em outras oito instituições e aguarda o resultado. Todo o suporte para esses processos seletivos foi dado a ele por meio do Oportunidades Acadêmicas, da rede EducationUSA. Segundo ele, essa ajuda foi importante no envio da documentação necessária para participar da seleção, sempre com o apoio de docentes do IF Goiano. O Oportunidades Acadêmicas é um programa do Departamento de Estado dos Estados Unidos oferecido há 14 anos para estudantes altamente qualificados, mas sem condições financeiras de estudar nos Estados Unidos.

Vaquinha – O presidente do Rotary Clube de Campos Belos - que está ajudando a organizar a vaquinha - e servidor do IF Goiano Francisco Torcate, o montante que falta para que o desejo de Carlos não fique pelo caminho equivale a R$ 96,5 mil. O cálculo foi baseado na cotação média do dólar a R$ 5,50 e vai custear emissão do passaporte, entrada no visto, aquisição das passagens aéreas, seguro de saúde e os 4% referentes à sua anualidade. “Carlos Eduardo precisa do apoio da comunidade, uma vez que o câmbio atual não favorece quem está no Brasil e pretende sair do país”, justifica.

As doações podem ser feitas diretamente para a conta do egresso, uma vez que a ação é de sua inteira responsabilidade. Cabe ressaltar que o IF Goiano não se responsabiliza pelo custeio da viagem, pela realização/utilização dos recursos e nem pela prestação de contas dos valores arrecadados pelo egresso.

Além da vaquinha, a Instituição também estuda outras formas legais de ajudá-lo. Em reunião realizada na terça-feira, 12, cerca de dez servidores do IF Goiano – Campus Belos e Reitoria expuseram a situação do egresso, que vem ganhando destaque na mídia goiana e reconhecimento de autoridades políticas. “Você será uma porta para outros estudantes”, resumiu, na ocasião, o diretor-geral do campus, Fabiano Arantes. “Faremos o possível para ajudá-lo e a contrapartida é que você busque ajudar os que o cercam a partir de todo o conhecimento e experiência que vai adquirir”, desejou o reitor do IF Goiano, Elias Monteiro.

Esse retorno, contudo, já é algo planejado por Carlos. “Espero conseguir utilizar minha área de estudo para ajudar mais jovens de família humilde a aprender inglês e buscar seus sonhos, sejam eles quais forem. Além disso, eu também busco ampliar meus horizontes e compreensão que eu tenho do mundo, conhecendo novas culturas e entendendo mais sobre a complexidade da sociedade que nós vivemos”, relatou o jovem.

 

Clique aqui e ajude Carlos a estudar nos Estados Unidos

 

Diretoria de Comunicação Social, com IF Goiano – Campos Belos

Republicada com acréscimo de informações 

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