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Instituição recebe visita de discentes do Campus Iporá

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Publicado: Sexta, 30 de Setembro de 2022, 10h13 | Última atualização em Terça, 04 de Outubro de 2022, 16h53 | Acessos: 110

Organizado pelo Programa de Pós-graduação em Agroquímica - PPGAq, o “Pós-graduação de Portas Abertas” recebeu alunos do curso de Química do Campus Iporá. Na ocasião, o grupo visitou laboratórios e participou de oficinas com pesquisadores do campus.

A semana teve início com uma experiência de integração entre as unidades de Rio Verde e de Iporá do Instituto Federal Goiano, especificamente nos contextos da pesquisa, ensino e extensão. Foi a primeira edição do evento “Pós-graduação de Portas Abertas”, organizado pela coordenação do Programa de Pós-graduação em Agroquímica (PPGAq), coordenado pela professora Suzana Maria Loures de Oliveira Marcionílio, com a colaboração dos professores Aurélio Rubio Neto (coordenador do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Conservação - PPGBio) e Marco Antônio Pereira da Silva (coordenador do Programa de Pós-graduação em Tecnologia de Alimentos - PPGTA).

O grupo foi recepcionado no salão social do campus pelo diretor-geral, professor Fabiano Guimarães, e pelo diretor de pós-graduação, pesquisa e inovação, professor Adriano Jakelaitis. Em sua fala, o prof. Fabiano agradeceu a visita dos discentes e docentes do Campus Iporá, pontuando a importância de ações que promovam a interação entre as unidades da rede federal goiana. Posteriormente, o prof. Adriano Jakelaitis destacou o papel dos programas de pós-graduação no âmbito de incentivo ao acesso de discentes e da comunidade externa às pesquisas e os produtos tecnológicos desenvolvidos internamente.

A declaração do pesquisador alinha-se a um dos objetivos do evento, que é viabilizar a inclusão científica e despertar o interesse dos estudantes em seguirem carreira acadêmica ou buscarem especialização profissional. Integrante do comitê organizador do “Pós-graduação de Portas Abertas”, a profa. Suzana Maria frisa esse ponto, “Essa oportunidade de visitas aos ambientes de pesquisas permite ao estudante conhecer as possibilidades de continuação dos estudos dentro do IF Goiano, e melhor ainda no interior de Goiás”.

A profa. Suzana Maria coordena o PPGAq desde 2019, desenvolvendo iniciativas de inclusão científica e fortalecimento do programa no cenário acadêmico e projetos com o mercado privado. 

Recentemente, doze Programas de Pós-graduação Stricto Sensu ofertados pelo Instituto Federal Goiano aumentaram as suas notas na avaliação do quadriênio de 2017-2020 feita pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). A marca atingida é uma prova do fortalecimento da instituição goiana em nível nacional, colocando-a como uma opção de excelência em pós-graduação nas modalidades acadêmicas e profissionais. Deste montante, oito cursos tiverem aumento da nota 3 para 4, e um subiu o seu conceito de 4 para 5.

Mais do que demonstrar o potencial da Instituição na oferta destes cursos, o “Pós-graduação de Portas Abertas” é um evento que primou pela experiência de seus participantes, proporcionando tanto a professores, como estudantes, uma contextualização interativa dos diferentes cenários que englobam um cotidiano da pesquisa cientifica nas áreas correlacionadas à Química no campus.

Visita aos laboratórios: os visitantes conheceram 5 laboratórios dos 77 que integram a infraestrutura do campus, entre eles: o Laboratório de Ecofisiologia e Produtividade Vegetal (LECO), o Complexo de Laboratórios de Cultura de Tecidos Vegetais (CLCTV), o Laboratório de Pós Colheita de Produtos Vegetais (LPCPV), Laboratório de Química de Produtos Naturais (LQPN) e o Laboratório de Estudos Aplicados em Fisiologia Vegetal (LEAF). Estes espaços de inovação científica foram apresentados com a participação de seus respectivos docentes e discentes integrados às equipes de pesquisa. Desta forma, os visitantes conferiram de perto a realidade destes laboratórios por meio das pessoas que tornam as suas ações possíveis: os pesquisadores.

A profa. Fernanda Farnese fez a recepção do LEAF, laboratório que coordena e desenvolve atividades relacionadas aos estudos em fisiologia vegetal.

O trajeto da visita aos laboratórios foi alinhado de forma a proporcionar uma imersão em contextos científicos distintos em que a Química está presente, abrangendo o leque para diversos mercados, como o agronegócio que é uma especialidade de alguns destes ambientes visitados. Esta elaboração visou apresentar aos visitantes a abrangência do campo profissional (externo) e acadêmico da Química, que está presente tanto em áreas mais próximas, como nos âmbitos aparentemente distantes.

Uma das responsáveis pela caravana do Campus Iporá, composta por 26 discentes de graduação e duas docentes, é a profa. Nara Alinne Nobre da Silva, integrante do grupo de estudo Ludicidade e Ensino de Ciências na Formação Profissional do IF Goiano e do Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão (LPEQI - UFG). Ao abordar a experiência da visita técnica, a profa. Nara Alinne disse, “Para nós docentes foi momento de estreitar as relações com outros/as servidores/as, ressaltando a importância das parcerias no âmbito do Ensino, da Pesquisa e da Extensão, além de conhecermos melhor a estrutura física e os projetos do Campus Rio Verde”.

Doutora em Educação em Ciências pela UnB (Universidade de Brasília), a pesquisadora também descreveu o evento como uma ação social e de integração, que proporcionou um momento ímpar na trajetória acadêmica dos discentes do Campus Iporá. A profa. Nara Alline ainda complementa, “Os/as estudantes retornaram com novos olhares para o próprio IF, uma mesma me disse "professora, eu não sabia que o IF tinha tanta coisa, agora eu já sei que quero fazer mestrado em Rio Verde, eu vou fazer Agroquímica", isso nos mostra a necessidade desse trabalho integrado entre os campi e traz à tona uma das premissas de constituição dos IF, a verticalização do ensino”.

A profa. Ana Karoline Silva Mendanha Valdo que também coordenou a caravana, pontuou a reação dos discentes em relação a visita aos espaços de pesquisa. “A percepção dos estudantes foi de vislumbre, muitos ficaram encantados com a infraestrutura dos laboratórios tanto quanto com os alunos e servidores que nos receberam”, Ana disse.

Nara Alline atua na área de Ensino de Química com projetos voltados à Formação de Professores, Experimentação, Epistemologia da Ciência e Produção de conhecimentos no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico.

 

Oficinas: no período vespertino, o “Pós-graduação de Portas Abertas” ofertou 3 oficinais para os visitantes, sendo elas:

- Avaliação de antioxidantes de produtos naturais, ministrada pelo Dr. Douglas Gontijo (Pesquisador visitante PPGAq);

- Processamento de derivados lácteos, ministrada pelo Dr. Marco Antônio Pereira da Silva (Pesquisador PPGTA e PPGZ);

- Manipulação de cosméticos: shampoos e emulsões, ministrada pela Msc. Gardênia Barbosa Carrijo em parceria com a Prizer Cosmetics, empresa referência do ramo na região.

Alinhada como um fortalecimento do PPGAq com a iniciativa privada no desenvolvimento de projetos, a oficina da pesquisadora Gardênia Barbosa Carrijo traz um contexto único, já que a ministrante foi discente do Agroquímica, no qual elaborou uma pesquisa em parceria com a Prizer Cosmetics. Perguntada sobre essa relação com o mercado que o programa tem fomentado em suas ações, ela diz, “Eu acredito que a parceria da instituição com as empresas locais é de suma importância, porque a gente consegue passar para o aluno uma experiência de vivência, de prática”. Em sequência, a pesquisadora e empreendedora, aborda a sua perspectiva como uma antiga egressa retornando ao campus, “Para mim é muito gratificante, muito emocionante mesmo, né? A gente tem o gostinho de saber que passou ali, por aquela instituição como discente, e hoje estar ali podendo passar um pouco da sua experiência para os alunos. Isso é muito gratificante pra mim como profissional”.

Relatando também a participação como ministrante de uma oficina, o prof. Marco Antônio definiu a ação como uma oportunidade de troca de experiências e de conhecimentos, caracterizando-o como um momento enriquecedor especialmente devido ao ânimo e a curiosidade apresentados pelos visitantes do Campus Iporá. Coordenador do PPGTA (Programa de Pós-graduação em Tecnologia de Alimentos), Marco Antônio também exemplifica como a oficina possibilitou a demonstração prática de como a Química está presente em diferentes cenários da academia. “O que eles entenderam também, é que embora de serem da Química e estarem em uma atividade da Pós-graduação em Tecnologia de Alimentos, as duas coisas andam juntas”, destacou o professor, pontuando em sequência uma série de matérias que englobam o segmento químico em seu programa, como Análise de Alimentos, Química de Alimentos e Bioquímica de Elementos.

Após a oficina, a turma aproveitou para saborear os alimentos que foram produzidos, como queijo frescal, doce de leite e ricota.

A profa. Nara Alline foi uma das participantes da oficina de processamento de derivados lácteos ministrada pelo prof. Marco Antônio, e ao ser questionada falou, “Foi muito dinâmica e abarcou como os conhecimentos químicos são importantes para a produção de alimentos”. A pesquisadora ainda acrescenta em sua fala a importância de uma oficina interativa e prática, “Essa parte de "aprender fazendo" em que teoria orienta nossa prática envolveu muito todos os participantes, e, para completar, comemos um doce de leite e um queijo frescal maravilhoso”.

Após a finalização das oficinas, a caravana do Campus Iporá fez uma última parada no Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (CEAGRE), um espaço de inovação vinculado ao IF Goiano em parceria com o Governo do Estado, a Fapeg (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás) e a Prefeitura de Rio Verde. Lá, os visitantes foram apresentados aos projetos mais recentes do centro, que visam difundir tecnologias para o campo em todos os níveis de produção e nos diversos segmentos que compõem a agricultura e a agropecuária.

Autoria: Ícaro Lunas – Bolsista de Comunicação da DPGPI.

 

Seção de Comunicação Social e Eventos

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