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Jornada apresenta ações integradas de Saúde Única desenvolvidas pelo IF Goiano e Fiocruz

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Publicado: Quarta, 24 de Junho de 2026, 17h19 | Última atualização em Quarta, 24 de Junho de 2026, 17h23 | Acessos: 126

Pesquisadores destacam projetos voltados à vigilância de zoonoses, educação em saúde e monitoramento ambiental em Rio Verde.

Durante três dias de atividades, pesquisadores vinculados ao Centro de Estudos e Pesquisas em Ambiente, Vigilância em Zoonoses e Saúde Única (CEPAV – Saúde Única) apresentaram a gestores do IF Goiano – Campus Rio Verde, autoridades municipais, profissionais da área da saúde e membros da comunidade acadêmica as ações desenvolvidas com base no conceito internacional de Saúde Única (One Health), que reconhece a interdependência entre a saúde humana, a saúde animal e a saúde ambiental.

A programação integrou a 1ª Jornada CEPAV – Saúde Única, iniciativa coordenada pelo IF Goiano em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), com o objetivo de fortalecer o diálogo institucional, ampliar parcerias e divulgar pesquisas voltadas ao enfrentamento de desafios contemporâneos relacionados à saúde pública e ao meio ambiente.

Durante a visita a Rio Verde, a equipe formada por pesquisadores do IF Goiano e do Instituto Oswaldo Cruz reuniu-se com representantes da Vigilância em Saúde do município para apresentar demandas, discutir estratégias de atuação conjunta e identificar oportunidades de cooperação. Também foi realizado um encontro com a comunidade acadêmica do Campus Rio Verde, ocasião em que foram apresentados projetos concluídos e em andamento que envolvem estudantes de cursos de graduação e pós-graduação da instituição.

O CEPAV – Saúde Única é coordenado pelo professor Jânio Cordeiro Moreira, do IF Goiano, e pelo pesquisador Paulo D’Andrea, do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios do Instituto Oswaldo Cruz. As ações do centro concentram-se na identificação de fatores ambientais e de infraestrutura urbana que favorecem a presença de insetos vetores e mamíferos reservatórios de zoonoses, além do desenvolvimento de pesquisas científicas, atividades de extensão, projetos de divulgação do conhecimento e produção de materiais educativos voltados à saúde pública.

Segundo Paulo D’Andrea, o diferencial do CEPAV está na construção coletiva das ações. De acordo com ele, cada unidade do centro assume características próprias, definidas a partir do diálogo com a comunidade local e da atuação conjunta entre instituições de ensino, pesquisa e poder público municipal. “O CEPAV ganha um formato específico em cada região. O plano de trabalho é construído em parceria com a comunidade e com as instituições locais. Nosso objetivo é deixar um legado, criar vínculos e possibilitar a continuidade das ações mesmo após a conclusão das atividades presenciais”, destacou o pesquisador.

Para o professor Jânio Cordeiro Moreira, o diálogo é um elemento central da proposta. Segundo ele, o CEPAV busca integrar educação, saúde e aspectos sociais presentes em cada território, considerando que os desafios relacionados às zoonoses exigem abordagens multidisciplinares e participativas. “O trabalho envolve estudos sobre mamíferos silvestres, insetos vetores, patógenos associados, condições ambientais e fatores sociais, além de ações educativas voltadas à conscientização e prevenção”, explicou.

Durante sua apresentação, o pesquisador destacou diversos estudos desenvolvidos por estudantes dos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas do Campus Rio Verde e do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBio) e também de doutorandos dos programas de  Biodiversidade e Saúde (IOC-Fiocruz) e Ensino de Biociências e Saúde (IOC-Fiocruz). Entre os temas abordados estão pesquisas sobre animais errantes, morcegos e gambás, análises de plantas com potencial para o tratamento da leishmaniose, estudos sobre riscos de leptospirose no município e o mapeamento das ações de combate ao barbeiro, inseto transmissor da doença de Chagas.

Os resultados apresentados indicam uma significativa presença do barbeiro em áreas urbanas do município, além de registros de casos relacionados à doença de Chagas. Outro eixo de investigação envolve a identificação de áreas com condições ambientais favoráveis à proliferação do mosquito transmissor da dengue, contribuindo para ações preventivas e de vigilância epidemiológica.

Entre as próximas etapas do trabalho estão a produção e distribuição de materiais didáticos para utilização em ações de educação em saúde, a identificação de mamíferos reservatórios silvestres e insetos vetores de doenças, bem como o monitoramento de patógenos associados a esses organismos. As informações produzidas deverão subsidiar ações da vigilância epidemiológica e contribuir para a capacitação de profissionais da área da saúde e do meio ambiente.

Para os organizadores, a realização da 1ª Jornada CEPAV representa um importante passo na consolidação da parceria entre o IF Goiano e a Fiocruz, reafirmando o compromisso das instituições com a produção científica, a formação de profissionais qualificados e a busca por soluções integradas para desafios que impactam diretamente a saúde, o meio ambiente e a qualidade de vida da população.

 

Seção de Comunicação Social e Eventos

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