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Estudo do Campus Ceres busca avanços para o tratamento de tumores

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Publicado: Quinta, 20 de Maio de 2021, 21h57 | Última atualização em Quarta, 02 de Junho de 2021, 00h50 | Acessos: 107

Confira a entrevista realizada pelo projeto IF na Cidade com a coordenadora do projeto, Beatriz Nogueira

Por Victor Brunno de Lemos Souza

 

 

O câncer, infelizmente, é uma doença que está se tornando cada vez mais comum no dia a dia da comunidade, e diversos são os fatores que podem vir a desenvolvê-lo. A realização de pesquisas que visam o entendimento de métodos para combater ou diminuir a progressão do câncer é de extrema importância.

Pensando nisso, a professora e pesquisadora Beatriz Nogueira desenvolve um projeto no Campus Ceres intitulado Síntese e caracterização via RMN do complexo de zinco coordenado ao ligante N,N-(dimetil)-N’-benzoiltioureia. O estudo busca compreender, de forma mais específica, os compostos metálicos – em especial os chamados “compostos de coordenação” com eventual atividade antitumoral.

De acordo com a pesquisadora, o projeto apresenta resultados bastante promissores já na fase inicial, superando alguns fármacos utilizados no mercado para o tratamento da doença. Para saber mais, confira a entrevista concedida pela professora ao IF na Cidade:


O que o seu projeto busca idealizar?
Este projeto visa avançar na compreensão de forma mais sistemática da investigação de compostos metálicos, em específico, compostos de coordenação que possa apresentar atividade antitumoral.

Qual o impacto que o seu projeto trouxe/trará para comunidade?
Infelizmente o câncer tem sido uma doença implacável há muitos anos e boa parte da população passou por algum tipo de experiência com esta doença (por si próprio, por familiares, por amigos...). Então acredito que qualquer tipo de pesquisa que propicie conhecimento nesta área já traz impacto a sociedade. No nosso caso fizemos testes iniciais de um novo composto, o qual foi sintetizado no nosso campus, e os resultados já se apresentam promissores, os quais superam, nesta fase inicial, alguns fármacos utilizados no mercado para o tratamento da doença.

Há uma estimativa de quantos participantes de forma direta e indireta serão beneficiados com as ações do projeto?
Como disse, acredito que a população de forma geral, uma vez que o câncer faz, infelizmente, parte da vida de muitas pessoas de forma direta ou indireta. Além disso, a comunidade científica também se beneficia pois adicionamos mais informações, ou seja, mais conhecimento, do que se conhecia antes e que suportarão outras pesquisas futuras. Além disso, há também o impacto na formação dos alunos envolvidos na pesquisa, uma formação mais ampla, onde se aplica todo o conhecimento adquirido.

Há algum resultado que gostaria de destacar?
Poderia destacar que com este projeto conseguimos verificar que o composto que sintetizamos (com o metal rutênio e com o ligante aciltioureia) apresentou melhor atividade do o fármaco comercializado a base do composto cisplatina (que também é um composto de coordenação com o metal platina) em células tumorais de mama. O que foi um resultado bem animador e trabalhos futuros serão desenvolvidos para aprofundarmos nosso conhecimento. E é importante ressaltar a parceria com a Universidade Federal de São Carlos, a qual foi imprescindível para o desenvolvimento deste projeto e nos permitirá a continuidade dos estudos.

Há alguma informação que deseja complementar?
Gostaria de ressaltar a importância da ciência, do conhecimento científico na vida das pessoas e me sinto satisfeita de contribuir, mesmo que minimamente, neste processo. E que apesar das dificuldades de verbas, estrutura, nos esforçamos muito, eu, meus colegas e meus alunos, para fazermos o melhor que podemos. 

 

 

Equipe IF na Cidade - adaptado pela Ascom Campus Ceres

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