A barra do Governo Federal só poderá ser visualizada se o javascript estiver ativado. Ir direto para menu de acessibilidade.

Opções de acessibilidade

GTranslate

    pt    en    fr    es
Início do conteúdo da página

IF Goiano desenvolve sistema para monitorar pragas em tempo real

0
0
0
s2sdefault
Publicado: Sexta, 29 de Outubro de 2021, 17h13 | Última atualização em Sexta, 29 de Outubro de 2021, 17h16 | Acessos: 578

Projeto foi realizado em parceria com a startup LiveFarm e com recursos da Embrapii.

Em campo, o projeto foi desenvolvido durante duas safras.
imagem sem descrição.

O IF Goiano está entregando mais inovação tecnológica para a agricultura brasileira. Equipe coordenada pelo Polo de Inovação desenvolveu uma solução de monitoramento em tempo real de pragas na cultura do algodão. O projeto foi uma demanda da startup LiveFarm e contou com recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Para ajudar no combate ao bicudo-do-algodoeiro, que é a principal praga do algodão, os pesquisadores criaram um sistema que conta automaticamente os insetos capturados em armadilhas. Espalhadas pela lavoura, as armadilhas enviam em tempo real os dados de contagem para um aplicativo desenvolvido pela equipe do IF Goiano. 

O sistema funciona inclusive em relevos mais acidentados e com acesso limitado à internet, que é um diferencial entre as tecnologias desse tipo. Nesse caso, as armadilhas funcionam como pontes transmitindo e recebendo informações entre elas, bastando que somente uma armadilha tenha sinal de internet para que envie todas as informações da lavoura para o aplicativo.

“Por duas safras, nós trabalhamos no campo e na computação desenvolvendo essas soluções”, explicou Tavvs Alves, professor do IF Goiano que coordenou o projeto. De acordo com ele, os experimentos em campo permitiram à equipe de pesquisa testar ferramentas e corrigir problemas, validando a solução tecnológica. 

“O sistema tem custo reduzido e usa as armadilhas já conhecidas pelo produtor, com pequenas adaptações para automação e comunicação com um software próprio”, complementou o pesquisador Tavvs. Segundo o sócio-fundador da startup LiveFarm, Joélcio Carvalho, o produto final deve estar disponível no mercado nos próximos meses.

No total, seis estudantes atuaram como bolsistas em atividades de pesquisa e desenvolvimento do projeto, sendo uma de pós-graduação e cinco de cursos de graduação em Ciência da Computação e Agronomia, dos campi Trindade e Rio Verde. O projeto contou ainda com a colaboração do professor Adson Silva Rocha, do Campus Trindade, responsável pelo desenvolvimento do aplicativo destinado ao produtor rural.

Impacto

O algodão é a fibra natural mais utilizada no mundo e sua importância é ainda maior no Brasil, como principal matéria-prima da indústria têxtil. Por ser uma cultura muito exigente, o alto custo de produção agrícola aumenta a preocupação dos produtores rurais com as pragas que prejudicam a lavoura.

A principal dessas pragas é o bicudo-do-algodoeiro, um besouro que mede de 3 a 9 milímetros quando adulto, mas que pode causar perdas de praticamente toda a lavoura. O período entre a germinação e a floração da planta é crucial para o monitoramento, já que o inseto coloca seus ovos nas flores do algodoeiro. Se a população estiver fora de controle durante a fase reprodutiva, as perdas provavelmente serão altas.

Atualmente o monitoramento é feito por meio de armadilhas conhecidas pelo produtor, mas a contagem ainda é manual, ou seja, uma pessoa precisa ir a campo e contar os insetos em cada armadilha. O intervalo entre uma contagem e outra, somado ao tempo gasto para passar em todas as armadilhas no campo, significa atraso na tomada de decisão. Esperar esse tempo pode atrasar o controle e reduzir a produtividade.

Além disso, existe uma preocupação com o uso excessivo de inseticidas para controlar o bicudo. Com as pressões do mercado consumidor e a tendência de restringir o uso de produtos mais tóxicos, é importante buscar soluções inovadoras para otimizar as aplicações e, com isso, reduzir os impactos ambientais.

Assessoria de Comunicação do Polo de Inovação
Texto e foto: Karen Terossi

Fim do conteúdo da página