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Integra IF Goiano

Os caminhos do ensino, pesquisa e extensão no IF Goiano

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Publicado: Segunda, 07 de Outubro de 2019, 12h54 | Última atualização em Terça, 08 de Outubro de 2019, 16h36 | Acessos: 306

Atividade final do Integra IF Goiano discutiu a situação e os rumos dos três eixos dentro da Instituição. Edição 2020 será realizada no Campus Morrinhos.

Ao todo 24 banners e 13 apresentações orais foram premiados no Integra IF Goiano
Ao todo 24 banners e 13 apresentações orais foram premiados no Integra IF Goiano

O último dia de Integra IF Goiano foi marcado pela mesa-redonda Perspectivas do Ensino, Pesquisa e Extensão, que debateu os caminhos seguidos pela Instituição nos três eixos. A mesa teve participação dos pró-reitores de Ensino e Extensão, Virgílio Erthal e Sebastião Nunes, e do pesquisador Frederico Soares, do Campus Rio Verde. 

Erthal focou sua fala na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e as estratégias para alcançá-la. O conceito aparece na Constituição Federal de 1988, para superar uma divisão departamental do funcionamento acadêmico, que foi trazido nos anos da ditadura cívico-militar. “Antes do golpe de 64 tínhamos uma situação das universidades como fóruns de discussão, pensamento, criação”, explica. Nos anos que se seguiram, dentro do regime militar, houve uma reforma que propôs um modelo departamentado e tecnicista, que colaborou para dissociar os eixos.

“Em 1988 construímos uma nova Constituição e nela se garantiu a construção do conceito. Contudo, a operacionalização não avançou muito”, expõe o pró-reitor, salientando que faltou um “norte operacional” para as universidades e Institutos Federais. Cada eixo segue sendo visto como um sistema organizativo separado, o que é evidenciado inclusive na organização setorial das instituições, com pastas – pró-reitorias, diretorias e gerências – separadas para cada eixo.

Para Erthal, é preciso buscar efetiva união do ensino, da pesquisa e da extensão, de forma a torná-las realmente indissociáveis no futuro. “É preciso romper paradigmas como o professor/pesquisador, pesquisador/extensionista, extensionista/professor”, afirmou Erthal, ao advogar por um profissional que efetivamente transite por todas essas ações. “Precisamos nos mover”, provocou.

O currículo integrado, horizonte buscado pelos Institutos Federais e proposto na lei de criação das Instituições, é uma das oportunidades para discussão da indissociabilidade e experimentações que levem a uma consolidação. Além disso, a curricularização da extensão, atualmente em discussão e colocada como obrigatória para as Instituições de Ensino Superior, é vista pelo pró-reitor como outra oportunidade para dar um passo largo no rumo da integração dos eixos. 

Evolução e destaque – O professor e pesquisador Frederico Soares trouxe em sua apresentação os números e acertos da pesquisa do IF Goiano. No ano em que se comemora uma década de criação do IF Goiano, pode-se afirmar que a pesquisa evoluiu expressivamente na Instituição, colocando a Instituição em destaque frente aos demais Institutos Federais no País. O dado mais relevante: conforme Soares, ao todo são 29 IFs ofertantes de programas de pós-graduação Stricto sensu – a média de cursos fica próxima a três por instituição. No IF Goiano são 13 cursos de mestrado e doutorado, sem contar as especializações Lato sensu

Além disso, o Instituto também se destaca pelo número de participantes em Iniciação Científica (IC) e em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação: de 79 estudantes no início do IF Goiano, em 2009, passamos para 782 no corrente ano. Destes, 365 são voluntários, número que vem crescendo ano a ano. "São mais estudantes interessados e conscientes da importância de se iniciar na pesquisa", independentemente da concessão de bolsas, confirmou Soares. E nesse campo, nenhum outro IF concentra mais incentivo do CNPq – são 34 bolsas de IC para o IF Goiano. “Nós crescemos e continuamos a crescer”, afirma o pesquisador.

Também teve destaque o Polo de Inovação do IF Goiano, criado em 2014 a partir da chamada Rede Arco Norte (um projeto de desenvolvimento tecnológico para a região brasileira que concentra grande parte da produção brasileira de commodities). O trabalho desenvolvido propiciou que em 2017 o Instituto conseguisse seu credenciamento junto à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), para atuação em Tecnologias Agroindustriais. O IF Goiano é a única instituição credenciada em Goiás, integrando a rede de 28 polos e unidades Embrapii do Brasil.

Por fim, o pesquisador falou sobre a aprovação do Parque Tecnológico, conquista mais recente do IF Goiano na área de pesquisa e inovação. O projeto teve seu credenciamento realizado pelo governo estadual neste ano de 2019, sendo inserido no Programa Goiano de Parques Tecnológicos (PGTec). Chamado de TecnoIF, ele abarcará as instalações do Polo de Inovação e empresas de base tecnológica e serviços relacionados, como aceleradoras de start ups.

 

Para Frederico Soares, o TecnoIF “é um desafio para os gestores e principalmente os professores”, que terão à mão uma ferramenta ímpar para promoção e realização de projetos. Soares, corroborando a fala de Erthal, indicou que a integração entre os eixos será fundamental para se utilizar o máximo do potencial do Parque Tecnológico.


Oportunidade de oxigenar – Último a falar, o pró-reitor Sebastião Nunes utilizou a curricularização da extensão como fio condutor de sua apresentação. De partida já salientou a importância da mesa-redonda final do Integra IF como uma oportunidade para dialogar com os estudantes e com o corpo de pessoal da Instituição. “Nós caminhamos as 13 unidades falando da oportunidade que é a curricularização”, informou, empolgado.

 

Para ele, embora a medida tenha vindo de forma vertical, pelo Conselho Nacional de Educação, ela já era esperada há tempos pelas universidades e desde 2009 pelos Institutos Federais. “Nós já estávamos tentando cumprir uma lei que nos obriga a andar, andar de mãos dadas”, reconhece Nunes. E acredita que a mudança será uma oportunidade de as instituições repensarem seus currículos. “Hoje temos números muito bons no acesso à extensão, com envolvimento de cerca de 10% dos nossos estudantes. Mas isso também mostra que faltam 90% para serem incluídos”, aponta.

Conforme o pró-reitor, as instituições originadas de escolas agrotécnicas e Centros Federais de Educação Tecnológica têm já uma tradição de muitas ações que são enquadráveis como ações de extensão. O que falta é conseguir transformá-las em registros auditáveis. Sem esquecer, claro, de reorganizar os currículos. “É preciso abrir nosso coração e nossas ementas, para que possamos ver onde podemos suprimir, onde cortar, onde ampliar”, diz Sebastião.

A intenção é que, futuramente, os estudantes alcancem mais protagonismo, podendo inclusive inscrever seus projetos de extensão nos editais de chamamento, fazendo posteriormente o convite a professores ou técnicos para sua coordenação. O pró-reitor adianta: “Vislumbramos também o lançamento de editais comuns, que contemplem ao menos dois eixos”.

Para tantas expectativas, o pé segue na realidade, mas caminhando: o IF Goiano tem estado em contato com algumas instituições que já possuem uma discussão mais avançada sobre o assunto, como o Instituto Federal de Santa Catarina e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Conforme Sebastião Nunes, a ideia é que já em 2020 a Instituição já dê os primeiros passos e anuncie projetos-pilotos para a curricularização. 

Encerramento – O último ato do Integra IF Goiano ocorreu no fim da manhã de sexta-feira, 4, com a solenidade de encerramento. O momento foi iniciado com a fala dos gestores. O presidente da comissão organizadora, Adriano Braga, classificou como “desafio” a condução de um evento de tal porte, principalmente em um momento de restrições financeiras, e evidenciou que o Integra foi bem-sucedido graças ao árduo trabalho em equipe. 

Após as considerações, teve-se a premiação e a condecoração dos trabalhos dos participantes. A premiação foi realizada conforme o tipo de apresentação: para os projetos apresentados oralmente, houve a condecoração como destaque, que classificou dez trabalhos de estudantes dos cursos superiores e três do Ensino Médio Técnico. 

A premiação dos trabalhos apresentados em banners foi feita conforme o tipo de trabalho: resumos expandidos ou relatos de experiência. Foram quatro agrupamentos de áreas em cada: Ciências Agrárias; Ciências Biológicas e da Saúde; Engenharias e Ciências Exatas e da Terra; e Ciências Sociais e Aplicadas, Ciências Humanas, Linguística/Letras/Artes e Multidisciplinar. 

Encerradas as premiações, fez-se, então, o rito de passagem do Integra IF Goiano: pelas mãos do pró-reitor de Ensino, Virgílio Erthal, o estandarte do evento foi entregue à docente Aline Camargos, do Campus Morrinhos. A unidade será a responsável por sediar o evento no ano de 2020, seguindo o cronograma de giro entre unidades já utilizado para o Congresso Estadual de Iniciação Científica e Tecnológica (Ceict), agora inserido no Integra.

 

Ascom Campus Ceres

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