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Palestra debate integridade científica e uso ético da IA na pesquisa

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Publicado: Segunda, 22 de Junho de 2026, 09h49 | Última atualização em Segunda, 22 de Junho de 2026, 09h55 | Acessos: 61

A atividade foi conduzida pelo professor Rogério Justino e reuniu estudantes, docentes e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento.

O encontro proporcionou reflexões sobre os desafios e as possibilidades do uso da inteligência artificial no contexto acadêmico, tomando como referência os quatro pilares estabelecidos pela Portaria CNPq nº 2.664/2026. Ao longo da palestra, foram discutidos aspectos cada vez mais presentes no cotidiano da produção científica, como a ética na utilização de ferramentas de IA, suas aplicações na educação e o papel das tecnologias digitais nos processos de ensino, aprendizagem e pesquisa.

Durante sua exposição, o professor Rogério Justino esclareceu quais usos da inteligência artificial são permitidos na produção acadêmica. Entre os exemplos citados estão a revisão textual, desde que devidamente declarada, a categorização inicial de dados e a geração de ideias ou hipóteses de trabalho, desde que os resultados sejam validados pelo pesquisador e o uso da ferramenta seja informado de forma transparente.

Por outro lado, o palestrante destacou práticas consideradas inadequadas, como a submissão de textos produzidos integralmente por IA como se fossem de autoria humana e a inserção de projetos, artigos ou materiais de terceiros em plataformas de inteligência artificial para obtenção de pareceres ou análises.

Justino também reforçou a obrigatoriedade da declaração do uso dessas ferramentas e a necessidade de revisão humana em todas as etapas da produção científica. Segundo ele, a responsabilidade pelo conteúdo publicado permanece integralmente com o autor que assina o trabalho. Nesse sentido, a inteligência artificial deve ser compreendida como uma ferramenta de apoio, cabendo ao pesquisador a validação crítica das informações e análises apresentadas.

Outro ponto abordado foi a identificação de características frequentemente associadas a textos produzidos por inteligência artificial. Entre os indícios destacados estão a excessiva uniformidade na estrutura textual, a distribuição muito regular dos parágrafos, o ritmo sintático repetitivo, a predominância de seções curtas e superficiais, o uso recorrente de citações indiretas e a ausência de notas de rodapé. Também podem ser observadas análises pouco aprofundadas, fragilidade na articulação entre capítulos e seções e a utilização de autores vinculados a matrizes epistemológicas distintas sem o devido confronto teórico.

A palestra buscou estimular o debate sobre o uso responsável das tecnologias baseadas em inteligência artificial generativa, ressaltando a importância da integridade científica em um cenário marcado pela rápida expansão dessas ferramentas e por seus impactos crescentes na produção e na disseminação do conhecimento. 

Clique aqui e acesse a Portaria CNPq nº 2.664/2026.

 

Seção de Comunicação Social e Eventos

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