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Parceria local desenvolve biofertilizante

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Publicado: Segunda, 11 de Fevereiro de 2019, 17h58 | Última atualização em Terça, 02 de Abril de 2019, 20h17 | Acessos: 653

Projeto é uma parceria entre o Polo Embrapii do IF Goiano e a empresa Tecno, com previsão de entrega até maio de 2020.

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Em parceria com a empresa Tecno de Rio Verde, o Polo Embrapii do IF Goiano vem desenvolvendo formulações de biofertilizante, com o objetivo de aumentar a produtividade das culturas da soja e do milho. O projeto começou a ser executado em novembro de 2018 e o produto final será entregue até maio de 2020.

No mercado, os biofertilizantes são comercializados como fertilizantes foliares, pois são um complemento à adubação do solo e, como o nome diz, fornecem compostos que são absorvidos pelas folhas das plantas. Além de nutrientes, os biofertilizantes têm substâncias a base de extratos naturais que promovem benefícios como redução de estresse e indução de resistência a doenças. Após a aplicação de herbicida, por exemplo, é comum usar produtos que contenham aminoácidos para diminuir o estresse das plantas causados pelo defensivo.

A Tecno Nutrição Vegetal e Biotecnologia tem produtos desse tipo no mercado e vem buscando formas de melhorar suas formulações. De acordo com o sócio-diretor, o agrônomo Giovani Saccardo Clemente, desde seu surgimento em 2009, a empresa investe em pesquisa, desenvolvimento e inovação. “A Tecno tem a missão de criar, viabilizar e transferir tecnologias através de produtos e serviços: PD&I é a alma da empresa”, afirmou Giovani.

Além de ter um centro de pesquisa próprio, a empresa aposta em parcerias com universidades e outras instituições para validar e aperfeiçoar seus produtos. Sobre a parceria com o Polo Embrapii do IF Goiano, Giovani apontou que o diferencial está na visão mais prática e aplicada da pesquisa: “o modelo Embrapii é voltado às necessidades do empreendedor”, concluiu ele.

Os experimentos estão sendo conduzidos por uma equipe supervisionada pelo professor Marconi Batista Teixeira, e pelo ex-aluno do IF Goiano e pesquisador Nelmício Furtado da Silva, que também é colaborador da Tecno. A equipe é formada também por três estudantes de graduação, um de mestrado e um de doutorado do IF Goiano, que recebem bolsas pelo projeto.

O trabalho começou durante a safra de soja, em uma área experimental da empresa em Rio Verde, e segue durante a safrinha de milho. Estão sendo testadas 21 formulações de fertilizantes foliares com diferentes dosagens, combinações e fases de aplicação.

O objetivo é encontrar formulações que proporcionem: acelerar o desenvolvimento da planta, regular o crescimento para concentrar energia da planta na formação e enchimento dos grãos, e fortalecer seus mecanismos naturais de defesa contra doenças.

Para avaliar as respostas das culturas às diferentes fórmulas, os pesquisadores realizam algumas análises. Com um equipamento que analisa o processo de fotossíntese, por exemplo, é possível comparar o metabolismo das plantas sob diferentes tratamentos. A equipe de pesquisa utiliza ainda imagens aéreas da lavoura, feitas com câmeras multiespectral e termal, para identificar estresses nas plantas a partir de uma visão mais ampla do campo experimental. Todos esses equipamentos são do IF Goiano.

Segundo Nelmício, o uso dessas tecnologias traz ganhos na obtenção e processamento de dados, que são muito mais detalhados do que aqueles obtidos com as análises convencionais da empresa. “A parceria com o Polo Embrapii permite acessar equipamentos de alto investimento, que dificilmente seriam adquiridos por uma empresa”, explicou. Além disso, de acordo com ele, o trabalho de uma equipe qualificada de pesquisadores acrescenta rigor científico aos resultados obtidos.

Por outro lado, o estudante de doutorado Gabriel Bressiani Melo, um dos bolsistas do projeto, considera que o IF Goiano contribui para uma formação mais multidisciplinar de seus estudantes, para desenvolver uma visão de negócios e as habilidades de trabalho em equipe, além de resultar em descobertas científicas e tecnológicas. “Um experimento tão complexo como esse gera diversas dissertações, teses e artigos científicos, além de nos proporcionar experiências muito diferentes do que temos em sala de aula e laboratório”, acrescentou.

Assessoria de Comunicação do Polo de Inovação
Texto e foto: Karen Terossi

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