Práticas inovadoras e inteligência artificial marcam encerramento do VI Elped
Premiações, oficinas e debates sobre o uso ético da inteligência artificial na pesquisa movimentaram o último dia do evento no Campus Posse.
Após um primeiro dia marcado pelos debates sobre formação docente e inclusão, o encerramento do VI Encontro de Licenciaturas e Pesquisa em Educação (Elped) e do XI Seminário do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) destacou experiências inovadoras na educação, oficinas temáticas e discussões sobre o uso da inteligência artificial na produção científica. O evento foi realizado nos dias 5 e 6 de maio no Campus Posse, situado no nordeste goiano.
No período da tarde, a programação teve início com a realização do prêmio Professor Diamante da Educação. Na ocasião, os participantes puderam conhecer um pouco mais sobre experiências de sala de aula premiadas e que estão fazendo a diferença na aprendizagem dos estudantes. Uma das práticas reconhecidas foi a da professora da Educação de Jovens e Adultos Gerluza Ferreira do Nascimento, que ministra aulas na Escola Municipal Professor Clóvis Leão de Almeida, em Rio Verde.
A professora de inglês viu sua turma aumentar o interesse nas aulas a partir da escuta sobre como a disciplina poderia ajudá-los no dia a dia. A partir de então, eles começaram a estudar menus de restaurantes, até conseguirem construir o próprio menu em inglês.
Com o passar do tempo eles começaram a formular as primeiras frases funcionais na língua inglesa”, relembra. Além de Gerluza, participaram do evento outras três professoras dos oito profissionais premiados nas diversas categorias. O Diamante da Educação está na quarta edição e, neste ano, também lançou um e-book com as principais experiências inovadoras em sala de aula no ano de 2024.
A tarde seguiu com três oficinas temáticas oferecidas pelo evento: Xadrez para o ensino de Matemática; Utilização de foguetes como prática inovadora na formação docente e Ensinar é Administrar: educação integral e gestão escolar em debate. À noite, os participantes aprenderam sobre Escrita científica com Inteligência Artificial (IA), atividade ministrada pelo professor Justino. Na ocasião, o docente apresentou aos estudantes há regras que acabaram de ser normatizadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para uso de IA nas atividades científicas. A regra geral é a transparência. “O uso é permitido, desde que declarado”, resume.

Utilização de foguetes esteve entre as oficinas ministradas durante o evento
Ou seja, não está proibido utilizar ferramentas como ChatGPT e Gemini nos trabalhos científicos, mas é preciso especificar qual delas foi usada e para qual finalidade. Além dessas opções, Justino apresentou outras possibilidades de IA mais apropriadas para o uso acadêmico, como a Consensus e a Perpexity, interessantes para a pesquisa de referências e artigos científicos, e a Notebook LM, que pode criar uma base de artigos para o trabalho do pesquisador. O ideal é que não se peça à IA para fazer todo trabalho e sim para que ela auxilie com elementos que façam o estudante buscar os caminhos que deseja seguir, estude por conta própria e escreva o próprio texto.
Após a oficina de Justino, encerrando a noite e o evento, a comissão científica premiou os trabalhos que mais se destacaram no Elped e os organizadores agradeceram e se despediram dos participantes. O VI Elped e o XI Seminário Pibid entram para a história do IF Goiano como uma edição marcada pela honra e pela resiliência, uma vez que desafios e imprevistos não impediram sua realização.

Rafael Rodrigues Feitosa, estudante do Campus Posse, conquistou o primeiro lugar entre os trabalhos premiados
A escassez de recursos financeiros, o atraso de mais de seis horas na vinda de estudantes devido a problemas mecânicos no ônibus escolar e até a visita inesperada de abelhas no pátio do campus foram contornados com seriedade e profissionalismo pelos organizadores e gestores do Campus Posse e só engrandeceram a união, o compromisso acadêmico e a valorização da formação de professores. Os participantes voltam para casa com algumas histórias para contar, mas com a certeza de que a escola é espaço de diálogo, resistência e reconhecimento das licenciaturas.
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